Garçom! Bota mais uma aí!

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E que seja da boa! Da melhor que tiver! E pura! Sem limão, açúcar ou gelo.

Daquela que desce queimando a garganta, ardendo o peito e aquecendo a alma.

Que seja daquelas tão boas que não tenha a mínima vontade de dividir com ninguém.

Tem algumas que a gente tem que beber sozinho, devagarzinho, sentindo seu gosto e aproveitando todo prazer que pode dar.

Nem se derrama aquele pouquinho na beira do balcão para o santo do dia.

Hoje, agora, é dessa que eu quero!

Pura, límpida, clarinha, da cor da alegria.

Daquelas que deixam a gente sempre querendo mais.

Até cair completamente embriagado.

E meu amigo garçom, não demore!

Ponha logo porque não quero tomar de um talagasso só.

Quero gastar todo tempo que puder aproveitando seu gosto na língua, na boca, nos lábios.

E pode ter certeza de que não vou fazer cara feia na hora de golear.

Se prestar bem a atenção, verá o sorriso de paz e felicidade que vai brotar.

Posso até ficar com os olhos cheios d’água.

Mas jamais vou reclamar.

Ô garçom! Tá demorando meu!

E não adianta achar ruim eu reclamar.

Não vou tirar o cotovelo do seu balcão enquanto não me servir.

Pode apostar que vou ser o freguês mais chato que possa imaginar.

Poxa, Seu Garçom do Céu!

Eu só quero aquela minha dose de felicidade!

 

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