O grande defeito do ser humano...

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É sempre esperar muito, e até demais às vezes, dos outros. Até esperar mais do que devia de si mesmo, e aí provocar-se uma decepção tão grande que pode virar uma séria cadeia de frustrações. Não existe ser humano, pessoa perfeita. Não existe nada perfeito. Sempre tem um defeitinho para atrapalhar.

O homem procura a mulher perfeita. A mulher tenta encontrar o homem perfeito.

O patrão tenta descobrir entre todos, o empregado perfeito.

 

Para toda mãe, os filhos sempre são perfeitos. Inclusive fecha os olhos e faz que não veja o que está diante de seus olhos.

 

Só cabem algumas exceções. Para a nora, nem sempre a sogra é perfeita. Para a sogra nem sempre a nora é a ideal. Se puder, até arruma uma troca por outra.

 

Nas férias, dificilmente acontece o que se queria, por mais perfeitas que sejam. Sempre arrumamos alguma coisa para reclamar.

 

Mesmo que acampemos em mata fechada, teremos que reclamar dos mosquitos que estavam demais. Mas não lembramos que nós é que fomos provocá-los.

 

Nem pensamos que de porre podemos deixar os coitados embriagados por terem sugado nosso sangue. Será que existem alcoólatras anônimos para eles?

 

Se no verão vamos à praia, o calor está tão forte que nem dá para tomar banho de mar. No inverno vamos à serra, mas está tão frio que é impossível passear.

 

Então troquemos.

No inverno vamos à praia. Mas que droga, a água está fria. Já o verão na serra pode ser quase perfeito. Não estivesse faltando aquele banho de cachoeira.

 

Mas enfim, nem tudo mesmo é perfeito. Aliás, nada é perfeito. Sempre o procuramos, mas jamais achamos.

E vocês querem uma prova de que nada é perfeito e não está como gostaríamos que fosse?

Agora mesmo, vocês devem estar pensando que deixei de citar inúmeros exemplos de procura do perfeito.

 

A culpa é minha? Claro que não! É de vocês! Porque não me lembraram disto antes? Assim não ficariam faltando os exemplos de vocês nesta coluna, ora.

 

Então não digam que não sou perfeito, porque vocês também não são. Esqueceram de me dizer.

É como aquela secretária perfeita que se esquece de dar o recado ao chefe. Mas sempre, será perfeita.

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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